Cursos rápidos que valem por faculdade
Cursos de dois ou três anos, com direito a diploma de nível superior, são uma boa opção para quem tem pressa de entrar no mercado de trabalho ou mesmo para quem já tem um cargo e quer ser promovido. O aluno receberá o título de tecnólogo, mas terá todos os direitos dos formados em qualquer universidade, inclusive o de fazer uma pós-graduação.Muitas faculdades estão adotando os cursos rápidos para atender à grande procura verificada, mas eles já são uma tradição na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) e também fazem sucesso no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Para entrar nos cursos é preciso prestar um vestibular, com inscrições que variam de R$ 20 a R$ 50.Os cursos de tecnologia oferecem graduação nas áreas de exatas, humanas e saúde. Ou seja, atendem a todos os setores e aptidões. O leque de opções é bem variado, indo de design de multimídia e gastronomia a marketing e petroquímica, ótica, sistemas eletrônicos, eletrônicos, área ambiental, de segurança ou hospitalar, de bancos ou de comércio e serviços, entre outras.Mas todos exigem o colegial completo (mesmo que seja via supletivo) e têm preços que variam de R$ 400 a R$ 1 mil por mês. De graça, somente a Fatec, que tem 13 Faculdades de Tecnologia, e oferece anualmente 2.400 vagas. Mas nela os cursos, invariavelmente, duram até quatro anos, ao contrário dos que estão proliferando nas entidades particulares. Exceção na Fatec só para quem opta pelo curso em período integral (aulas pela manhã e à tarde) - nesse caso a formatura ocorre em três anos. Em algumas faculdades eles são conhecidos como cursos de gestão.É o caso da Universidade Paulista (Unip), com 4mil alunos em busca de se formar em dois anos. "Um número bem expressivo de mulheres nas áreas de recursos humanos, hotelaria e turismo e os homens predominando nos cursos de rede de computador", informa o coordenador geral dos cursos de curta duração da Unip, Santiago Valverde. Os bem jovens procuram, sobretudo, a área de comunicação digital. Como os cursos estão diretamente voltados para o mercado de trabalho, a Unip faz exames de competência para que os interessados eliminem matérias que já conhecem bem na prática. Valverde destaca que esses cursos freqüentados por jovens na faixa, sobretudo, de 25 a 27 anos, estão revelando uma faceta ainda desconhecida das pesquisas educacionais."Esse pessoal tem uma larga experiência e vivência e acaba exigindo muito mais dos nossos professores", garante.A reavaliação constante das necessidades dos cursos de gestão é na prática imposta pelos alunos. "São classes muito diferentes daquelas do ensino normal. Afinal, os garotos de 16 ou 17 anos que começam uma faculdade não têm muito a exigir, já que praticamente tudo é novidade para eles. Ao contrário dos alunos maduros que já trazem uma certa bagagem, em termos profissionais e já sabem exatamente o que querem", analisa. De olho no mercado de trabalhoElis Regina Jaques, de 29 anos, está no quarto semestre do curso Automação de Escritórios e Secretariado da Fatec, que lhe dará um certificado equivalente ao de um curso superior. "Eu poderei me candidatar a uma vaga de secretária executiva multilíngüe, por exemplo", diz. Outro ponto positivo: "A Fatec tem uma Central de Estágios prestigiada por grandes empresas", afirma.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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